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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Melancolia



Ano 2011 - Dinamarca, França, Alemanha, Itália e Suécia
Drama, Ficção científica - 131 min
Direção: Lars Von Trier 
Elenco: Kirsten Dunst (melhor atriz do festival de Cannes), Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt, Alexander Skarsgard, Udo Kier.


O planeta Melancolia está prestes a colidir com a Terra, podendo causar a destruição total,  nesse contexto começa a história das irmãs Justine (Kirten  Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg). 

Dividido em duas partes, a primeira parte do filme começa com o enfoque na irmã Justine e mostra a festa de casamento da mesma com Michael (Alexander Skarsgard) realizada na casa de campo do seu cunhado, John (Kiefer Sutherland). Uma reunião em família com tudo metodicamente organizado por Claire para que sua irmã seja feliz, mas a realidade dela é de angústia, depressão e insatisfação.

Na segunda parte, o enfoque muda e passa para Claire, demostrando toda a tensão da aproximação do Melancolia, que em poucos dias estará prestes a ficar muito próximo da órbita da Terra. Todos reunidos à espera desse momento que para John, um estudioso da astronomia, é apenas mais um fenômeno da natureza na qual terão o privilégio de presenciar. 

Do mesmo diretor de "Dançando no Escuro" (vi um dia desses e nem fiz uma resenha por aqui), "Dogville" e "Anticristo" (ainda não assisti). Quem já viu algum destes filmes mencionados já deve imaginar que neste não há alguma simplicidade.

Não sei se conseguirei colocar em palavras meu sentimento em relação ao filme, pois saí do cinema num estado de dormência metal bem estranho.  De início a fotografia junto a música de Richard Wagner (ópera Tristão e Isolda) chama muito atenção por se encaixarem perfeitamente bem e se estende por todo o tempo em sincronia. O choque entre os dois planetas me lembrou a fecundação do óvulo como um paradoxo da criação e da destruição. As cenas em stop motion, no prólogo, parecem pinturas e lembram o jeito de Kubrick no cinema.  Fiquei apaixonada pelos jogos de luzes e toda a fotografia, além  da parte gráfica em demonstrar o céu com todos os fenômenos, perfeita! O elenco não tenho nem o que comentar, arrasou na interpretação! 

Logo na primeira parte já aparece a gravação da câmera com a mão, sem um ponto fixo, rodando pela festa. Causou-me certa angústia, coloquei-me  no lugar de Justine e digo que minha vontade se equiparava a dela de sair correndo da festa e a minha era do cinema. (doía muito a minha vista naquele mexe mexe todo).  Na segunda parte, a angústia muda de posição e passa para Claire, e senti toda a tensão de me sentir na expectativa do final da humanidade e da iminência de um desastre. 

Já tinha um certa idéia do que poderia sentir ao assistir o filme, tanto que preferi ir ao cinema na leveza e na tranquilidade de um domingo. Mas foi além, pois é extremamente tenso e angustiante, saí do cinema sem voz e com o corpo todo dolorido, mesmo que no começo tenham momentos para boas risadas. Serve para algumas reflexões sobre o período que estamos vivendo, de insatisfação e angústia quase generalizada, mas com uma visão bem pessimista do diretor em relação ao fim da humanidade. Duas frases da personagem Justine me marcaram muito. A primeira quando ela diz que tem que ser feliz (como se fosse uma obrigação) em uma conversa com seu cunhado, e a segunda quando ela fala para irmã que a Terra é muito má e por isso é melhor ser destruída.

Com classe, eu indico! (só para aqueles que gostam de experimentar sensações diferentes no cinema) 
*A última exibição será nesta quinta dia 29/09 às 17h, no cinema da Fundaj.

domingo, 19 de junho de 2011

A História das Coisas

Depois de um post totalmente consumista, coloco esse vídeo que baixei tem um certo tempo para apresentar na minha aula de Direito do Consumidor.

Só hoje fui assistir e vi que o assunto abordado é bem mais do que o consumismo desenfreado existente no sistema capitalista. Mas se percebe com a apresentação do tema toda a cadeia de consumo desde a extração ao lixo e a relação de tudo isso com as pessoas e com a sociedade como um todo. Vale à pena assistir e refletir sobre o assunto que é bem mais complexo do que aparenta.

O mais engraçado que justamente hoje tive uma conversa sobre tal assunto e minha visão é de mudança, e de acreditar nela, como é apresentado no próprio vídeo! Aaa... Essa mudança começa por cada um de nós e com pequenas atitudes. É difícil, mas é um trabalho de desconstrução realizado no dia-a-dia e vou caminhando nessa direção com muita reflexão sobre a temática.


Com classe, eu indico!

domingo, 15 de maio de 2011

Ilha das flores

Um filme de 1989, com direção de Jorge Furtado, considerado pela crítica européia um dos curtas mais importantes do século passado e vencedor de vários prêmios importantes. 

Mesmo tendo mais de 20 anos é extremamente atual. Relata a nossa cultura capitalista e imediatista voltada ao consumo, em que tudo é rápido e passageiro, com interesse no lucro, sem haver uma reflexão sobre as consequências de tais atitudes. Deixando claro a desvalorização do ser humano como indivíduo quando são permitidas essas diferenças sociais e não é dado a uma parte da população o mínimo necessário para sobrevivência com dignidade. 

Assisti semana passada por indicação de uma amiga e agora estou usando como material nas minhas aulas. Vejam aqui em baixo que vale muito à pena!


Com classe, eu indico!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Amor?


Ano 2010
Drama - 100 min
Direção João Jardim
Elenco: Lilia Cabral, Du Moscovis, Letícia Colin, Claudio Jaborandy, Silvia Lourenço, Fabiula Nascimento, Mariana Lima, Ângelo Antônio e Julia Lemmertz

"Fruto de um ano de pesquisa de campo, envolvendo a coleta de cerca de 60 depoimentos em áudio; duas semanas aproximadas (e descontínuas) de filmagens; e mais de 500 horas de edição, Amor? reúne, contrapõe e multiplica, em uma combinação incomum, o viço de oito histórias verídicas (transcritas com fidelidade e editadas com precisão cirúrgica); a força poética da imagem; o dom evocatório da música; e o poder de convencimento das grandes interpretações. (...) o filme empreende, em 100 minutos de duração, um mergulho profundo nas águas turbulentas e turvas das histórias de Amor que repetem como um refrão a pior de suas rimas: Dor. Mas procura se manter à margem de todo qualquer tipo de estereótipo, conceito previamente estabelecido, julgamento ou estigmatização, e trazer à tona a todo momento o que lançou e aprisionou aquelas pessoas numa situação extrema e indesejável da qual foi tão difícil se libertar: o que há de mais imanente e universal no Amor - o prazer e a beleza. Uma escolha que busca aproximar o espectador do tema de tal maneira que ele seja capaz de olhá-lo sob um novo ponto de vista: com isenção, transcendência, humanidade e, se possível, com honestidade para saber reconhecer naqueles processos a expressão de seus próprios instintos - dos mais elevados aos mais rasteiros." [fonte: site oficial]

Do mesmo diretor de Janela da Alma e co-diretor de Lixo Extraordinário, este filme ainda não entrou em cartaz em Recife, vi na pré-estréia com direito a um debate com o diretor do filme e a atriz Silvia Lourenço, pois participei do Seminário de "Não Violência Doméstica" realizado pelo Instituto Avon aqui em Recife. Pelo que vi no blog do filme a estreia será dia 13 de maio, assistam que vale à pena demais!

Não tenho palavras para explicar a sensação que tive ao assistir o filme, mexe muito com o íntimo e com situações vividas que não percebemos a existência da violência. Os depoimentos foram feitos com atores para preservar as pessoas envolvidas nas situações, são bem fortes. A construção através da ficção mostrando a realidade é muito bem colocada. Aqui nesse canal do youtube tem pedacinhos de cada um para sentir um pouquinho do que é o filme.

A fotografia é belíssima intercalando os depoimentos com cenas de paisagem, mar, piscina e situações cotidianas (Du Moscovis tomando banho é tudooo!) e trilha sonora de Lenine com direito a "Carinhoso" de Pixinguinha e "Beatriz" de Chico Buarque e Edu Lobo completam perfeitamente o filme. É para respirar fundo e refletir! Simplesmente extasiada!!! Olha o trailer:


Com classe, eu indico!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ma Mère (Minha Mãe)


Ano 2004 - França
Drama - 110 min
Direção  Christophe Honoré
Elenco: Louis Garrel, Isabelle Huppert, Emma de Caunes, Joanna Preiss, Jean-Baptiste Montagut

Ambientado nas Ilhas Canárias na Espanha e baseado na novela do polêmico autor francês Gerorge Batille, retrata a relação entre o adolescente Pierre, extremamente religioso, e sua mãe Hélène, altamente mundana.

O filme tem uma fotografia linda, com cortes bruscos, tipicamente do cinema francês, e li em alguns textos que lembra muito o estilo de Godard (Pelo pouco que conheço, acredito que teve mesmo influência deste diretor). É extremamente denso, perverso e com várias cenas de sexo que em alguns momentos causam certa repugnância, não só por se tratar de uma relação incestuosa entre mãe e filho, mas pelo jogos e situações de sadomasoquismo que são colocados. 

Adorei "As canções de amor" de Honoré e desde então comecei a procurar sua filmografia e acompanhar os lançamentos no cinema, como "A bela Junie" que também é muito bom. Além do fato de sempre contar com Louis Garrel como ator principal, que desde que vi "Os Sonhadores" de Bertolucci foi amor à primeira vista! (Hahaha...) Mas esse filme realmente me surpreendeu, e olhe que não sou de me chocar facilmente, porém é perturbador e me incomodou muito, principalmente os minutos finais.

Até agora não tenho uma opinião formada sobre o enredo em si, pois ainda estou reflexiva sobre o que assisti. Com certeza não indico para pessoas que não gostam de filmes fortes, mas para aquelas que não se incomodam, querem pensar um pouco sobre o tema e admiram o cinema francês, vale à pena ver e tirar uma conclusão pessoal.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Árido Movie



Ano 2006 - Brasil
Drama - 115 min
Direção Lírio Ferreira
Elenco: Guilherme Weber (Jonas), Giulia Gam (Soledad), Gustavo Falcão (Falcão), Selton Mello (Bob), Mariana Lima (Vera), José Dumont (Zé Elétrico), Suyane Moreira (Wedja), Luiz Carlos Vasconcelos (Jurandir), Aramis Trindade (Márcio Greyck), Matheus Nachtergaele (Salustiano), Maria de Jesus Bacarelli (D. Carmo), Renata Sorrah (Stela), Paulo César Pereio (Lázaro), Magdale Alves (Dedé), José Celso Martinez Corrêa (Meu Velho).

"Jonas é o repórter do tempo de uma grande rede de TV, que mora em São Paulo mas está rumo à sua cidade-natal, localizada no interior do nordeste. O motivo é a morte de seu pai, com quem teve pouquíssimo contato e que foi assassinado inesperadamente. Jonas enfrenta problemas para chegar à cidade, até que recebe carona de Soledad, uma videomaker que está fazendo um documentário sobre a água no sertão. Ao chegar ele encontra uma parte da família a qual não conhecia até então, que lhe cobra que se vingue da morte do pai." [fonte: Meu cinema brasileiro]

Simplesmente AMEI esse filme! Tão bom se identificar com os lugares, a paisagem, o sotaque, as pessoas, a música... Um filme pernambucano, do mesmo diretor do clássico "O Baile Perfumado" (que por sinal eu ainda não assisti!=P). Do Recife ao interior do estado uma fotografia maravilhosa, com trilha sonora de artistas pernambucanos, com a maioria das músicas do cantor Otto (amo muito!).

Um dos locais de gravação do filme é o Vale do Catimbau em Buíque, no Sertão do nosso estado, fiquei encantada com toda aquela imensidão da beleza da paisagem. Sou louca para conhecer esse pedacinho de Pernambuco e com o filme a vontade aumentou ainda mais... Projeto a ser implementado qualquer dia desses...

O enredo do filme é instigante, tenso em algumas partes, mas com direito a boas doses de riso. Elenco que conta com grandes artistas do cinema brasileiro, como também com um grande nome do nosso teatro, José Celso Martinez Corrêa. Não tenho nem o que comentar o que é Selton Melo nesse filme, arrasou com o sotaque e faz parte de muitas cenas engraçadas, uma delas está aqui embaixo para compartilhar com vocês... Sem preconceitos, morri de rir com toda "sabedoria" do personagem... =D


Com classe, eu indico!

domingo, 3 de abril de 2011

As Virgens Suicidas


Ano 1999 – EUA
Drama - 97 min
Direção: Sofia Coppola
Elenco: James Woods, Kathleen Turner, Kirsten Dunst, Josh Hartnett, Michael Paré, Scott Glenn, Danny DeVito, A.J. Cook, Hanna R. Hall, Leslie Hayman, Chelse Swain, Anthony DeSimone.

"É o primeiro filme dirigido por Sofia Coppola, filha do cineasta Francis Ford Coppola, o filme, lançado em 1999, é baseado na obra homônima de Jeffrey Eugenides." [fonte: wikipédia]

Ambientado na década de 70 mostra uma família conservadora, com uma educação rígida e,aparentemente, feliz, os Lisbon. São cinco irmãs muito bonitas que chamam atenção e são admiradas pelos meninos do bairro onde moram. Mas tudo começa a desabar quando a filha mais nova, Cecília, tenta suicídio. 

O filme é muito forte ao se falar do suicídio como uma forma de libertação da situação que as meninas são forçadas a viver, das dúvidas que uma adolescente tem. A frase que me chama muito a atenção e ocorre no início, é quando Cecília é indagada pelo médico sobre o porque da tentativa de suicídio e ela responde: "O senhor, obviamente, nunca foi uma garota de 13 anos". Acredito que tudo pode ser destrinchado a partir daí... A tentativa meio que forçada de inserir as meninas na sociedade através de uma festa com garotos da sua idade, mas logo depois da consolidação do suicídio de Cecília a repressão vem com mais força, a tal ponto de que, em determinado momento, as meninas são retiradas totalmente do convívio social e da escola onde estudam.

A fotografia, o jogo de câmeras e a trilha sonora são belíssimas, com uma atuação muito boa do elenco que conta com muitas pessoas já consagradas no cinema. Palmas especiais para Kirsten Dunst (Mary Jane de Homem Aranha), que interpreta a filha Lux.

Um enredo denso que ainda está me fazendo refletir sobre o filme e também sobre o universo feminino que é retratado. Mas me leva a ter a certeza que uma educação na qual a repressão, a proibição sem justificativa e o medo são colocados como parâmetros de convivência familiar afetam profundamente as pessoas envolvidas. Nada melhor do que uma boa conversa, o diálogo e a liberdade para se fazer as escolhas.

Com classe, eu indico!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Mágico


Ano 2010 – França/Inglaterra
Animação - 90 min
Direção: Sylvain Chomet
Jacques Tati (roteiro original)

A história de um mágico falido, num momento em que pessoas não se interessam mais por suas apresentações e as atrações interessantes são shows de rock e outras novidades mais populares. Então o senhor começa a se apresentar em locais mais decadentes onde possa fazer algum sentido suas mágicas. Sai da França, vai para Escócia e num vilarejo distante conhece uma jovem moça que trabalha como empregada no local onde está hospedado e trabalhando. A jovem se encanta com as mágicas e o acompanha quando ele vai embora. Na "cidade grande" ela se fascina com o novo mundo e com a possibilidade de uma nova vida, assim o mágico acaba tendo que sustentar a ambos e faz de tudo para agradá-la.

Uma animação à moda antiga, com desenhos feito à mão e um enredo melancólico. Uma trilha sonora linda feita pelo próprio diretor, o mesmo de “As Bicicletas de Belleville”, revivendo um cinema mudo, no qual não é necessário diálogo para expressar cada sensação que se passa no filme. Simples, triste e belo! (É, saí do cinema bem tristinha e reflexiva.)

Deve entrar em cartaz no cinema da Fundaj na próxima semana, pois assisti na pré-estréia semana passada. Descobri que está concorrendo ao oscar de melhor animação, na lista tem apenas três filmes e os outros dois são em 3D. Vamos ver se a magia e a sutileza deste filme conseguem envolver a Academia, né?!

Com classe, eu indico!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Nine

 
Ano 2009 – EUA / Itália
Musical - 118 min
Direção: Rob Marshall
Elenco: Daniel Day-Lewis (Guido Contini), Marion Cotillard (Luisa Contini), Penélope Cruz (Carla), Nicole Kidman (Claudia),
Judi Dench (Lilli), Kate Hudson (Stephanie), Sophia Loren (Mamma), Stacy Ferguson (Saraghina As As Fergie), Ricky Tognazzi (Dante), Giuseppe Cederna (Fausto), Elio Germano (Pierpaolo), Andrea Di Stefano (Benito), Roberto Nobile (Jaconelli), Romina Carancini (Production Assistant).
Site oficial: http://nine-movie.com

"Paixão, fantasia, desejo, amor, arte, estilo, desilusões, sonhos – a vida sempre foi um grande circo para o cineasta de renome internacional da década de 60, Guido Contini (DANIEL DAY-LEWIS)... até que ele se torna a sua própria vítima no provocante e vibrante musical dramático, NINE." [fonte: Interfilmes]

Maquiagem, produção, cenário, elenco, tudo pronto, mas e o roteiro? Um cineasta com dificuldades no processo criativo do seu  mais novo filme...  Um conflito interno do personagem principal - como também de outros persnonagens -  que transparece no filme através das músicas em contraposição às cenas com diálogos. Fotografia e figurino impecáveis! O jogo de luz, o preto e branco tudo muito harmonioso e numa composição belíssima! O cenário ficitício para o filme é lindo e teatral. Mulheres fortes, lindas, totalmente divas completam a conjunto de um musical agradável de se ver.

O elenco muito bom, com atores e atrizes que não preciso comentar nada... Mas Daniel Day-Lewis (um charme só!) arrasandooo como sempre, atuação perfeita e palmas especiais para Marion Cotillard (sou fã desde Piaf), Penélope Cruz (lindaa e aprendi a amar por causa de Almodóvar) e Nicole Kidman (totalmente uma diva).

Com classe, eu indico!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Idas e Vindas do Amor


Ano 2010 – EUA
Comédia / Romance - 117 min
Direção: Garry Marshall
Elenco: Jessica Alba, Jessica Biel, Bradley Cooper, Eric Dane, Patrick Dempsey, Hector Elizondo, Jamie Foxx, Jennifer Garner, Topher Grace, Anne Hathaway, Queen Latifah, Shirley MacLaine, Emma Roberts, Julia Roberts, Taylor Lautner, Taylor Swift, Ashton Kutcher, Carter Jenkins, Brooklynn Proulx.


“Traz um elenco de astros e estrelas vivendo as histórias de um grupo de  habitantes de Los Angeles com pouco em comum, cujas vidas se cruzam, em meio a romances e corações partidos, durante um Dia dos Namorados. Casais e solteiros vivenciam os altos e baixos de encontrar, manter ou terminar relacionamentos no dia do amor.” [fonte: cinepop]

Do mesmo diretor de "Uma Linda Mulher", sob o título original "Valentine's Day", posto que o Dia dos Namorados nos EUA  é comemorado no dia de São Valentim que é 14 de fevereiro, mês de lançamento do filme.

Um elenco com muitos atores conhecidos e bons, vale salientar, mas que não mudou muita coisa para o conjunto do filme. Trilha sonora muito boa! Algumas risadas, histórias clichês que em muitos momentos dá para saber como serão os finais. Uma comédia romântica sem nada de novo... Realmente um filme bem sessão da tarde para assistir com as amigas e dar boas gargalhadas. E foi bem assim que fui vê-lo!

Os homens dos filmes são meio alesados, e sem atitudes, como que para ser apaixonado por uma mulher só com esse perfil meio babaca... E os interessantes e sedutores, claro que são gays, ai que ódio que até no cinema é assim! De todos os lindões tenho o meu preferido que é Bradley Cooper, pois está perfeito!

O ponto alto do filme foi o menininho Edson apaixonado, lindo demais falando sobre o amor! E o final disse tudo, as três palavras que todo mundo quer ouvir no Dia dos Namorados é Eu te amo??? Não mesmo, é “Vamos ficar nus!” Adoreiii! Masss, muito estranho para um filme no qual a temática é o amor, hein?!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Polaróides Urbanas


Ano 2007 – Brasil
Comédia/Drama - 82 min.
Direção: Miguel Falabella
Elenco: Marília Pêra (Magda e Magali), Arlete Salles (Lise), Natália do Valle (Dra. Paula), Neusa Borges (Crioula), Marcos Caruso (Adalberto), Otávio Augusto (Edmundo) e Ana Roberta Gualda (Melanie).

Adaptação cinematográfica do  espetáculo teatral de Miguel Falabella "Como encher um biquíni selvagem".

“Uma jovem em conflito com a mãe, uma terapeuta que não consegue resolver seus próprios problemas, uma dona de casa de classe média que desaprendeu a sonhar, uma atriz consagrada com uma carreira em declínio e uma mulher que, sem querer, foi escolhida como mãe da filha de sua patroa. E todas rodeadas de situações próprias - e nada fáceis - com seus maridos, namorados e amigos.” [fonte: cinepop]

Um filme que me surpreendeu, pois quando comecei a assistir pensei que fosse uma daquelas comédias globais sem graça dirigidas por Miguel Falabella, mas em muitas cenas meus olhos marejaram em lágrimas. Mostra ao público a relação dos personagens principais com eles mesmos, através da introspecção dos seus problemas, mostrando as desilusões, os medos, as inseguranças, as estagnações que a vida proporcionou e a solidão que vivem.  Transmite como o outro é capaz de ajudar com simples gestos, através da conversa e da escuta. Ainda, mesmo que aparentemente a vida seja perfeita aos semelhantes, todos possuem problemas e conflitos.

Adorei a fotografia do filme,  o colorido, os closes nos personagens como se fossem fotografias, simplesmente polaróides. Um forma teatral de ver o cinema. Resumindo, o filme é uma tragicomédia que ao assistir se tem vontade de ir ao teatro.

Em relação ao elenco, Marília Pêra dá um show de interpretação em suas duas personagens, as irmãs gêmeas Magda e Magali. E  quem é aquele gato stripper??? Nicolas Trevijano. Descobri pelo tio google. Que corpo, um arraso!

Com classe, eu indico!

domingo, 21 de junho de 2009

Che - El Argentino


Ano 2008 - França/Espanha/EUA
Biografia/Drama - 126 min.
Direção: Steven Soderbergh
Elenco: Benicio Del Toro, Benjamin Bratt, Franka Potente, Lou Diamond Phillips, Kahlil Mendez, Julia Ormond, Edgar Ramirez, Catalina Sandino Moreno, Demián Bichir, Rodrigo Santoro, Douglas J. Aguirre, Rob Alicea, Marisé Alvarez, Enrique Arce, Ed Avila.

Baseado no diário de Ernesto Guevara, o filme começa em 1955 no México, quando o jovem médico argentino Che é apresentado por Raul Castro ao seu irmão Fildel Castro e juntos decidem tomar o poder de Cuba que estava ocupado pelo golpe militar liderado por Fulgêncio Batista. Assim, liderados por Fidel Castro alguns exilados e revolucionários se juntam e vão à Cuba rumo a Sierra Maestra com a finalidade de retomá-la, contando com a ajuda de camponeses e outros socialistas revoltados com o regime militar. Ainda, simultâneamente às imagens da Revolução, em preto e branco mostra outra fase da vida de Che, onde o mesmo é entrevistado por uma jornalista americana e também aparece sua chegada aos EUA, no qual fala para a ONU, onde muitos o consideram assassino e têm medo que a revolução se propague por toda a América, enquanto outros o respeitam pela sua força.

Descobri lendo alguns textos que esse filme é apenas a primeira parte da história colocada no cinema pelo diretor Steven Soderbergh em que mostra a Revolução Cubana e os discursos de Che em Nova Iorque, enquanto a segunda parte vai tratar das guerrilhas e do seu maior objetivo que é a Grande Revolução Latino-americana até a sua morte em 1967.

Sabe o que mais gostei do filme? Refleti por demais, pois quando se acredita em algo e se faz com amor, a luta por esta causa é diferente, existe um objetivo e ideal e isso Che tinha de sobra. Mas senti que preciso voltar a ler História, muita coisa eu "perdi no ar" porque não lembrava mais, até a diferença entre o pensamento de Marx e Stalin quanto ao socialismo. =S


Aaaaaa
... E não poderia deixar de comentar a atuação desses dois aí de cima. Rodrigo Santoro até que aparece em muitas cenas do filme, mas tive que pesquisar para saber quem ele fazia e me deparei com um papel bem importante, Raul Castro [Atual presidente de Cuba!] o irmão de Fidel. Sempre lindoooo e bom ator! Já Benício Del Toro era o próprio Che, babei com sua atuação e como sempre arrasa, e ainda é um charme só! [Coisa lindaaa de farda!]

A única coisa que fiquei indignada foi com o fato do filme passar apenas uma semana aqui no Cinema mais perto de minha casa [Tacaruna], e com sessões na sexta e sábado bem tarde... O que tá acontecendo com os cinemas de Recife? Um filme desse nível ser colocado desta forma. É, tudo culpa do capitalismo! =P

Com classe, eu indico!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

KFZ - 1348


Ano 2008 - Brasil
Documentário - 81 min
Diretor: Gabriel Mascaro e Marcelo Predroso
Produção: João Vieira Júnior
[www.recprodutores.com.br]

"Em 1965, um fusca é vendido a um jovem engenheiro civil de São Paulo. Quarenta anos se passam e o carro vai parar num ferro-velho do Recife, com a placa KFZ-1348. Nessa trajetória de quatro décadas, o carro passou pelas mãos de outros sete proprietários. De um empresário paulista a uma cabeleireira do interior de Pernambuco. Para cada um deles, o fusca teve seu valor, sua importância, em diferentes momentos da história do Brasil. O documentário KFZ-1348 parte em busca dessas histórias, tendo o carro como fio condutor e a vida de seus proprietários como janela privilegiada para observação da sociedade brasileira."

Esse filme já participou de várias mostras de Cinema aqui em Recife, como também do Brasil e em outros países da América Latina, no corrente ano foi campeão do calunga de melhor longa-metragem na mostra Pernambuco do Cine-PE. [pena que não tenha visto no Festival, porque os filmes que vi foram muito fracos.]

Trata-se de um documentário que narra através de um fusca parte da história recente do Brasil, colocando as diferenças da sociedade brasileira e do status social de quem foi proprietário do carro. Interessante quando mostra que os primeiros donos atualmente estão bem sucedidos e os mais remotos em situação desprivilegiada.

O depoimento de cada um dos 8 donos transparece nas telas de forma envolvente, cada testemunho e história contada. A fotografia com a união de cenas novas, cenas antigas e fotografia é muito bonita, principalmente quando mostra Pernambuco. [Aparece a vista daqui de casa, que é linda! Depois posto foto!] Assim, eu adorei o filme!!! Gosto quando consigo sair do cinema me emocionando com fatos simples, mas que me causam reflexão! Das pessoas, quais mais gostei? A cabeleireira e o dono da oficina falaram com tanta naturalidade e sapiência que me tocaram.


Aqui em Recife está passando no Cinema da Fundação e depois segue no circuito comercial no eixo Rio-São Paulo.

Com classe, eu indico!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

X-Men Origins: Wolverine


Ano 2009 - Estados Unidos
Ação - 107 min
Direção: Gavin Hood
Elenco: Lynn Collins (Raposa Prateada, William
(John Wraith), Daniel Henney (David North/Agente Zero), Troye Mellet (Logan na adolescência), Liev Schreiber (Victor Creed/Dente de Sabre), Hugh Jackman (Logan/Wolverine), Dominic Monaghan (Barnell Bohusk/Bico), Danny Huston (William Stryker), Taylor Kitsch (Remy LeBeau/Gambit), Kevin Durand (Frederick J. Dukes/Blob).

"Hugh Jackman volta a interpretar o papel que fez dele um astro: uma feroz máquina de combate, com incrível poder de cura, garras retratáveis e fúria primitiva, antecedendo os acontecimentos de X-Men - o filme, X-men Origens: Wolverine revela o impressionante passado violento e romântico de Wolverine, como complicado relacionamento com Victor Creed, e o nefasto programa arma X. Ao longo do filme Wolverine encontra vários mutantes, tanto conhecidos, como novos, incluindo aparições surpresas de lendas do universo do X-Men cuja participação na franquia e ansiosamente aguardada."
[fonte: Site Oficial]

Assim, nem é muito o estilo de filme que gosto de assistir, apesar de gostar desse mundo de fantasia... Eu amava ver o desenho animado, mas sempre tive preconceito com os filmes lançados, porque me diziam que não eram fiéis aos quadrinhos e a história em si. Então, não tenho muito parâmetro para comentar em relação aos outros filmes da série dos X-Men.

Enfim, mesmo assim eu adoreiiiii, principalmente pelos atores gatos que estão no elenco! Ai, ai, ai... Passei o filme suspirando... [Hahahaha...] Quem ouviu os comentários que eu fazia com minha amiga deve ter morrido de rir... O que é aquele corpo do "Wolverine"? E a bundinha??? E o ator de Gambit? E ainda tinha o Agente Zero, o Ciclope... Sem comentários!!! Aaaaa... Adorei a atuação do Victor Creed, que eu nem sabia que era Dente de Sabre e entendi o porquê de algumas atitudes de Wolverine.

Com classe, eu indico!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nina


Ano 2004 - Brasil

Drama - 85 min.
Direção: Heitor Dhalia
Elenco: Guta Stresser, Myriam Muniz, Sabrina Greve, Luiza Mariani, Juliana Galdino, Milhem Cortaz, Guilherme Weber, Abrão Farc, Wagner Moura, Selton Mello, Renata Sorrah, Lazáro Ramos, Matheus Nachtergaele, Anderson Faganello, Ailton Graça, Walter Portela, Eduardo Semmerjian, Nivaldo Todaro.

"Ambientado na São Paulo de hoje, o filme narra a história de Nina, jovem pobre, que procura atabalhoadamente um meio de sobrevivência na sociedade desumana de hoje e só esbarra em adversidades. Mora num quarto alugado. A senhoria Eulália, velha decrépita e reencarnação da velha usurária morta por Raskólnikov em Crime e Castigo, humilha Nina a todo instante, viola sua correspondência, confisca-lhe um dinheiro que a mãe lhe enviara, tranca a geladeira a cadeado para impedir-lhe o acesso aos alimentos ali guardados, cada um com a etiqueta "Eulália", símbolo do poder de compra e do direito ao consumo e à humilhação do semelhante."

Como não li o livro Crime e Castigo, no qual o filme é baseado, não tenho muitos parâmetros para comentar, mas a fotografia do filme é muito boa, [é o que mais gosto em cinema, né?!] sempre colocando contraposições com animações nas cenas. Mas em si o filme me deixou com muita raiva da senhora [para não dizer velhaaaa, porque a mulher é muito ruim] que aluga o quarto para Nina que demonstra como nossa sociedade atual está individualista, mesquinha e até como no resumo afirmou desumana.

Ainda, adorei a atuação de Guta Stresser [a Bebel da Grande Família] e da Myriam Muniz que fez a Dona Eulália, os sentimentos e angústias de Nina conseguiram me tocar e fazer com que eu me sentisse incomodada. Conta com um elenco de peso , com os melhores atores do cinema brasileiro na atualidade, mesmo que em pequenas participações. Se fosse citar quem faltou... Só o Rodrigo Santoro.

Com classe, eu indico!

terça-feira, 12 de maio de 2009

A Erva do Rato


Ano 2008 - Brasil
Drama - 80 min
Diretor: Júlio Bressane
Elenco: Alessandra Negrini e Selton Mello.

Inspirado em duas obras de Machado de Assis:" A Causa Secreta" e "Um Esqueleto", dois contos que mostram a crueldade e abscuridade da vida. A história começa em um cemitério, onde os dois personagens, sem nomes, encontram-se após a mulher levar uma queda e o homem a ajuda, então ele descobre que o pai dela morreu e ela não tem mais ninguém na vida, então se oferece para cuidar dela para sempre, a partir daí começa um relacionamento estranho no qual o homem utiliza a mulher para transcrever textos até cansar e fotografa a mesma em posições eróticas e em closes, até que aparece um rato no qual começa a atrapalhar a relação e a mudar a vida dos dois.

O filme me causou certa estranheza e repugnância, mas só em ver bons atores no cinema já vale muito à pena! Assim, não vou dizer que entendi o filme e nem que gostei, pois ainda não sei bem ao certo, mas saí do cinema pensando muito no que queria transmitir e pena que não vi os comentários do diretor que teve após a exibição [Mostra 3 Continentes que ocorreu no mês de Abril na Fundaj].

Como sempre Selton Mello arrasando na interpretação e Alessandra Negrini também não deixa a desejar nunca, os dois fazem ótimos trabalhos. E ainda, para quem tem interesse em ver Negrini linda e nua, ela aparece em várias cenas sem roupa alguma, mas será que os closes das fotos são dela mesmo? Acredito que não! [Hahahahaha...]

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tony Manero


Ano 2008 - Chile
Drama - 97 min
Direção: Pablo Larrain
Elenco: Alfredo Castro, Paola Lattus, Héctor Morales, Amparo Noguera, Elsa Poblete.

"Em meio ao contexto social da ditadura de Pinochet, Raúl Peralta, um homem na faixa dos 50 anos de idade, é obcecado pela idéia de personificar “Tony Manero”, o personagem de John Travolta no filme Os Embalos de Sábado à Noite. Raúl lidera um pequeno grupo de dançarinos, que regularmente se apresenta num bar da periferia. Todo sábado à noite, ele libera sua paixão pelas músicas do filme imitando seu ídolo. Seu sonho de ser reconhecido como um bem-sucedido astro do showbiz está prestes a se tornar realidade quando a emissora nacional de TV anuncia um concurso de imitadores de “Tony Manero”. Sua ansiedade em reproduzir o ídolo o leva a cometer uma série de crimes e furtos. Ao mesmo tempo, seus parceiros de dança, que estão envolvidos em atividades contra o regime, são perseguidos pela polícia secreta do governo. Tony Manero é uma história de perda de identidade e de obsessão na história recente do Chile."
[fonte: mostra.org]

Assim, a história do filme é muito boa, mas não empolga! Não sei se é intenção do filme que em determinados momentos a imagem fique embaçada, mas parecia que estava sem foco o tempo todo... Affff... E do jeito que adoro e reparo na fotografia.

Possuem muitas cenas pesadas que podem causar uma certa repulsa ao assistir, em virtude da obsessão colocada na tela, das atitudes de um homem amoral e da falta de sentimento do personagem principal que se mostra um psicopata.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Fatal [Elegy]


Ano 2008 - EUA

Drama - 108 min
Direção: Isabel Coixet
Elenco: Ben Kingsley, Penélope Cruz, Dennis Hopper, Patricia Clarkson, Peter Sarsgaard, Deborah Harry.

"A beleza está nos olhos de quem a vê"

Uma adaptação do romance de Philip Roth e trata-se da história sobre um homem de meia-idade, um renomado professor de Nova Iorque e crítico literário, David Kepesh, que não aceita qualquer tipo de compromisso e se vê apaixonado por sua aluna, Consuela, no qual entra num relacionamento e o mesmo se torna obsessivo, com um ciúme doentio em virtude da diferença de idade entre os dois. Na vida nem tudo é uma certeza e pode-se inverter os papéis a qualquer momento.

Adorei os diálogos do filme que são muito envolventes e causam uma reflexão no telespectador e ainda Penélope Cruz está lindaaa! "Fatal é um longa muito adulto, cheio de análises - e restrito por conta disso. É um pouco complicado entrar no mundo do longa, que possivelmente vai funcionar mais para paladares mais sensíveis e subjetivos." [fonte: Cinema e Argumento]

Com classe, eu indico!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eden à l'Ouest


Ano 2009 - França

Drama - 110 min
Diretor: Costa-Gavras
Elenco: Riccardo Scamarcio, Odysseas Papaspiliopoulos, Léa Wiazemsky, Eric Caravaca, entre outros.

"Como numa Odisseia, é no mar Egeu que a aventura de Elias, nosso herói sem lenda, começa. Sobre o mesmo mar, sobre o mesmo sol e o mesmo céu que a Aurora da civilização. Depois dos acidentes cuja escala no paraíso é uma breve estada no inferno, sua epopeia termina magicamente em Paris. Paris que cada errante vê brilhar no mais profundo de seus sonhos dentro de seu sono incerto."
[fonte: e-pipoca]

Um viagem pela França até chegar a Paris, cheia de percalços e sempre com alguma pessoa interessada pela beleza de Elias [também o ator Riccardo Scamarcio é gatooo demais!] e todo dilema de como é tratado um imigrante, mesmo que existam pessoas dispostas a ajudar. Pode-se dar boas risadas ao assistir ao filme, então parafraseando o que o diretor falou no festival, "o drama não precisa ser dramático, senão perde a dramaticidade".

Gostei muito desse filme, mas realmente não sei quando chega aos nossos cinemas, pois foi uma pareceria feita do ano da França no Brasil com o CINE PE em virtude da homenagem ao diretor Costa-Gavras no festival. Assim, o mesmo apresentou seu novo filme passado pela primeira vez nas Américas, pois antes tinha sido lançado na França e teve uma sessão no Festival de Berlim.

Costa-Gavras é conhecido por colocar sua visão política nas "telonas", tenho vontade de assistir "Amém" e "O Quarto Poder" do próprio, entre outros, que fiquei conhecendo quando fiz pesquisas sobre ele e que passaram no vídeo de homenagem no CINE PE.

Com classe, eu indico!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ele Não Está Tão a Fim de Você


Ano 2009 - EUA/Alemanha
Comédia romântica - 109 min
Direção: Ken Kwapis
Elenco: Ben Affleck, Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Jennifer Connelly, Kevin Connoly, Bradley Cooper, Ginniger Goodwin, Scarlet Johansson, Justin long.

"Você realmente gosta desse cara, mas não consegue saber se ele gosta de você. Você inventa desculpas, decide que ele está confuso. Pare de se enganar. Existe uma explicação muito mais simples: ele não está a fim de você."
[fonte: www.interfilmes.com]

Quem não fica ansiosa ao lado do telefone depois de um encontro que o gatinho pega o seu número? Quem não cobra "besteirinhas" de seus namorado ou marido? Quem nunca foi onde o cara frequenta para tentar vê-lo e parecer um encontro casual?

Aaaaa... Eu amei esse filme e pensei: como mulher faz merda e acredita nas coincidências da vida! Tudo por acreditar no amor e no romantismo, mas sempre tem aquele "amigo" step que nos ajuda a encher o ego quando levamos aquele foraaa! Sem comentários... Toda mulher tem que assistir! Com certeza substitui algumas sessões de terapia, viu?! =)

Obs: Reparem no galego gatooo do filme! É o ator Bradley Cooper, e antes desse filme nunca tinha ouvido falar.

Com classe, eu indico!