Ano 2011 - Dinamarca, França, Alemanha, Itália e Suécia
Drama, Ficção científica - 131 min
Direção: Lars Von Trier
Elenco: Kirsten Dunst (melhor atriz do festival de Cannes), Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt, Alexander Skarsgard, Udo Kier.
O planeta Melancolia está prestes a colidir com a Terra, podendo causar a destruição total, nesse contexto começa a história das irmãs Justine (Kirten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg).
O planeta Melancolia está prestes a colidir com a Terra, podendo causar a destruição total, nesse contexto começa a história das irmãs Justine (Kirten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg).
Dividido em duas partes, a primeira parte do filme começa com o enfoque na irmã Justine e mostra a festa de casamento da mesma com Michael (Alexander Skarsgard) realizada na casa de campo do seu cunhado, John (Kiefer Sutherland). Uma reunião em família com tudo metodicamente organizado por Claire para que sua irmã seja feliz, mas a realidade dela é de angústia, depressão e insatisfação.
Na segunda parte, o enfoque muda e passa para Claire, demostrando toda a tensão da aproximação do Melancolia, que em poucos dias estará prestes a ficar muito próximo da órbita da Terra. Todos reunidos à espera desse momento que para John, um estudioso da astronomia, é apenas mais um fenômeno da natureza na qual terão o privilégio de presenciar.
Do mesmo diretor de "Dançando no Escuro" (vi um dia desses e nem fiz uma resenha por aqui), "Dogville" e "Anticristo" (ainda não assisti). Quem já viu algum destes filmes mencionados já deve imaginar que neste não há alguma simplicidade.
Não sei se conseguirei colocar em palavras meu sentimento em relação ao filme, pois saí do cinema num estado de dormência metal bem estranho. De início a fotografia junto a música de Richard Wagner (ópera Tristão e Isolda) chama muito atenção por se encaixarem perfeitamente bem e se estende por todo o tempo em sincronia. O choque entre os dois planetas me lembrou a fecundação do óvulo como um paradoxo da criação e da destruição. As cenas em stop motion, no prólogo, parecem pinturas e lembram o jeito de Kubrick no cinema. Fiquei apaixonada pelos jogos de luzes e toda a fotografia, além da parte gráfica em demonstrar o céu com todos os fenômenos, perfeita! O elenco não tenho nem o que comentar, arrasou na interpretação!
Logo na primeira parte já aparece a gravação da câmera com a mão, sem um ponto fixo, rodando pela festa. Causou-me certa angústia, coloquei-me no lugar de Justine e digo que minha vontade se equiparava a dela de sair correndo da festa e a minha era do cinema. (doía muito a minha vista naquele mexe mexe todo). Na segunda parte, a angústia muda de posição e passa para Claire, e senti toda a tensão de me sentir na expectativa do final da humanidade e da iminência de um desastre.
Já tinha um certa idéia do que poderia sentir ao assistir o filme, tanto que preferi ir ao cinema na leveza e na tranquilidade de um domingo. Mas foi além, pois é extremamente tenso e angustiante, saí do cinema sem voz e com o corpo todo dolorido, mesmo que no começo tenham momentos para boas risadas. Serve para algumas reflexões sobre o período que estamos vivendo, de insatisfação e angústia quase generalizada, mas com uma visão bem pessimista do diretor em relação ao fim da humanidade. Duas frases da personagem Justine me marcaram muito. A primeira quando ela diz que tem que ser feliz (como se fosse uma obrigação) em uma conversa com seu cunhado, e a segunda quando ela fala para irmã que a Terra é muito má e por isso é melhor ser destruída.
Com classe, eu indico! (só para aqueles que gostam de experimentar sensações diferentes no cinema)
*A última exibição será nesta quinta dia 29/09 às 17h, no cinema da Fundaj.
*A última exibição será nesta quinta dia 29/09 às 17h, no cinema da Fundaj.

















