quinta-feira, 28 de abril de 2011

Amadurecendo...

Minha amiga Bel colocou hoje esse quadrinho no facebook dela e digo logo que adoreiiii e me identifiquei demais! Apesar de que ainda tenho 28 anos, mas pertinho dos 30 do que longe... =)


"Sou uma mulher madura
Que às vezes anda de balanço
Sou uma criança insegura
Que às vezes usa salto alto
Sou uma mulher que balança
Sou uma criança que atura"
[Martha Medeiros]

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ma Mère (Minha Mãe)


Ano 2004 - França
Drama - 110 min
Direção  Christophe Honoré
Elenco: Louis Garrel, Isabelle Huppert, Emma de Caunes, Joanna Preiss, Jean-Baptiste Montagut

Ambientado nas Ilhas Canárias na Espanha e baseado na novela do polêmico autor francês Gerorge Batille, retrata a relação entre o adolescente Pierre, extremamente religioso, e sua mãe Hélène, altamente mundana.

O filme tem uma fotografia linda, com cortes bruscos, tipicamente do cinema francês, e li em alguns textos que lembra muito o estilo de Godard (Pelo pouco que conheço, acredito que teve mesmo influência deste diretor). É extremamente denso, perverso e com várias cenas de sexo que em alguns momentos causam certa repugnância, não só por se tratar de uma relação incestuosa entre mãe e filho, mas pelo jogos e situações de sadomasoquismo que são colocados. 

Adorei "As canções de amor" de Honoré e desde então comecei a procurar sua filmografia e acompanhar os lançamentos no cinema, como "A bela Junie" que também é muito bom. Além do fato de sempre contar com Louis Garrel como ator principal, que desde que vi "Os Sonhadores" de Bertolucci foi amor à primeira vista! (Hahaha...) Mas esse filme realmente me surpreendeu, e olhe que não sou de me chocar facilmente, porém é perturbador e me incomodou muito, principalmente os minutos finais.

Até agora não tenho uma opinião formada sobre o enredo em si, pois ainda estou reflexiva sobre o que assisti. Com certeza não indico para pessoas que não gostam de filmes fortes, mas para aquelas que não se incomodam, querem pensar um pouco sobre o tema e admiram o cinema francês, vale à pena ver e tirar uma conclusão pessoal.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tulipa Ruiz

Esse ano fui pela segunda vez ao Festival Abril Pro Rock e foi muito bom! Com direito a Show de Arnaldo Antunes (SP) e Eddie (PE) que eu amo! Além das atrações Chicha Libre (EUA), Karina Buhr (PE), com The Skatalites (Jam) fechando a noite do domingo.

Mas adorei conhecer Tulipa Ruiz (SP) com um show incrível! No outro dia já baixei seu cd e me apaixonei especialmente por esse música... Muito lindaaa!


"Hoje é o tempo preu ficar devagarinho
com as coisas que eu gosto e
que eu sei que são efêmeras
e que passam perecíveis
e acabam, se despedem,
mas eu nunca me esqueço." 

Com classe, eu indico!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ser...

Caminhos diferentes para não ir ao seu encontro
Mudanças de interesses e pensamento livre
Fuga dos sentimentos que apertam o peito
Escassez de lágrimas desnecessárias
Percebendo a supervalorização de certas emoções
Voltar ao centro, reestruturar a essência
Redescobrir a importância de ser uma pessoa
Valorizando o que realmente importa no momento
Conversas reflexivas em meio aos desabafos
A suavidade dos sorrisos espontâneos
Momento de introspecção e análise pessoal
Tranquilidade na percepção de novas situações
Aprendizado que permanece intimamente
Crescer sem permitir uma nova invasão ao ego
Ser, simplesmente, feliz!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mais uma vez Maria Bethania...

Essa semana resolvi baixar vários cds de Maria Bethania para ouvir, pois apesar de achar ela maravilhosa e uma diva, nunca fui muito de escutar. Agora estou viciada e "roendo" muito, né?! (Hahaha) "As canções que você fez pra mim" com músicas de Roberto Carlos é tudooo! Além do ao vivo "Maricotinha" entre outros que já estão na minha playlist. 

A música que me chamou mais atenção nesse momento foi a desse vídeo, principalmente por causa da poesia de Fauzi Arap no início e que me fez arrepiar inúmeras vezes. PERFEITA!!! 


Com classe, eu indico!

sábado, 9 de abril de 2011

Visitantes - meros anônimos e desconhecidos

Toda vez que entro no meu blog o marcador de visitantes aumentou no mínimo um ponto e muitas vezes além de mim tem mais alguém na página... Desde o começo eu havia colocado medidor de quantas pessoas estão no meu blog, mas a pouco coloquei o relógio de visitantes e fico impressionada com a quantidade de pessoas que lêem ou pelo menos entram e dão uma olhadinha no que escrevo sem que eu faça propaganda e nem frequente outros blogs com meus comentários.

Engraçado perceber que o importante e interessante para mim também seja para mais algumas pessoas... E essa interação de blogs, troca de experiências e elogios são bem gratificantes ao ego. Adoro saber que tem alguém de qualquer lugar desse mundo lendo meu blog nesse momento, desconhecidos que muitas vezes interagem ou são apenas mais um número no meu contador.

Sinto-me feliz em saber que tem alguém passando por aqui mesmo que para mim seja apenas um anônimo no meio dessa multidão virtual  e que de certa forma tenha facilitado a compreender determinada situação com meus textos ou simplesmente ter ajudado com alguma dica de filme, vídeo, moda, música ou leitura.

Fico pensando que alguém passou por aqui e não deixou se quer um recadinho para eu ter o fedeeback sobre o que escrevo. Percebo que costumo frequentar diarimente certos blogs e também nunca deixei nem "oi" ou um recado elogiando determinado texto. Tenho tentado interagir mais com as pessoas que possuem  interesses iguais nesse mundinho virtual, mas muitas vezes a preguiça não deixa (Hahaha...), mesmo sabendo da importância de um comentário para um blogueiro. 

Será que é uma exposição demasiada escrever sobre mim, o que penso e gosto num espaço como a internet, que não se tem o controle dos visitantes e de quem está lendo o meu blog? Realmente não tenho a resposta neste momento apesar de tantas reflexões sobre o assunto. Neste instante me sinto bem em poder escrever tudo isso, ter esse espaço só meu e ainda ter o privilégio de compartilhar qualquer assunto com vocês - pessoas que em geral não sei quem são! 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Árido Movie



Ano 2006 - Brasil
Drama - 115 min
Direção Lírio Ferreira
Elenco: Guilherme Weber (Jonas), Giulia Gam (Soledad), Gustavo Falcão (Falcão), Selton Mello (Bob), Mariana Lima (Vera), José Dumont (Zé Elétrico), Suyane Moreira (Wedja), Luiz Carlos Vasconcelos (Jurandir), Aramis Trindade (Márcio Greyck), Matheus Nachtergaele (Salustiano), Maria de Jesus Bacarelli (D. Carmo), Renata Sorrah (Stela), Paulo César Pereio (Lázaro), Magdale Alves (Dedé), José Celso Martinez Corrêa (Meu Velho).

"Jonas é o repórter do tempo de uma grande rede de TV, que mora em São Paulo mas está rumo à sua cidade-natal, localizada no interior do nordeste. O motivo é a morte de seu pai, com quem teve pouquíssimo contato e que foi assassinado inesperadamente. Jonas enfrenta problemas para chegar à cidade, até que recebe carona de Soledad, uma videomaker que está fazendo um documentário sobre a água no sertão. Ao chegar ele encontra uma parte da família a qual não conhecia até então, que lhe cobra que se vingue da morte do pai." [fonte: Meu cinema brasileiro]

Simplesmente AMEI esse filme! Tão bom se identificar com os lugares, a paisagem, o sotaque, as pessoas, a música... Um filme pernambucano, do mesmo diretor do clássico "O Baile Perfumado" (que por sinal eu ainda não assisti!=P). Do Recife ao interior do estado uma fotografia maravilhosa, com trilha sonora de artistas pernambucanos, com a maioria das músicas do cantor Otto (amo muito!).

Um dos locais de gravação do filme é o Vale do Catimbau em Buíque, no Sertão do nosso estado, fiquei encantada com toda aquela imensidão da beleza da paisagem. Sou louca para conhecer esse pedacinho de Pernambuco e com o filme a vontade aumentou ainda mais... Projeto a ser implementado qualquer dia desses...

O enredo do filme é instigante, tenso em algumas partes, mas com direito a boas doses de riso. Elenco que conta com grandes artistas do cinema brasileiro, como também com um grande nome do nosso teatro, José Celso Martinez Corrêa. Não tenho nem o que comentar o que é Selton Melo nesse filme, arrasou com o sotaque e faz parte de muitas cenas engraçadas, uma delas está aqui embaixo para compartilhar com vocês... Sem preconceitos, morri de rir com toda "sabedoria" do personagem... =D


Com classe, eu indico!

domingo, 3 de abril de 2011

As Virgens Suicidas


Ano 1999 – EUA
Drama - 97 min
Direção: Sofia Coppola
Elenco: James Woods, Kathleen Turner, Kirsten Dunst, Josh Hartnett, Michael Paré, Scott Glenn, Danny DeVito, A.J. Cook, Hanna R. Hall, Leslie Hayman, Chelse Swain, Anthony DeSimone.

"É o primeiro filme dirigido por Sofia Coppola, filha do cineasta Francis Ford Coppola, o filme, lançado em 1999, é baseado na obra homônima de Jeffrey Eugenides." [fonte: wikipédia]

Ambientado na década de 70 mostra uma família conservadora, com uma educação rígida e,aparentemente, feliz, os Lisbon. São cinco irmãs muito bonitas que chamam atenção e são admiradas pelos meninos do bairro onde moram. Mas tudo começa a desabar quando a filha mais nova, Cecília, tenta suicídio. 

O filme é muito forte ao se falar do suicídio como uma forma de libertação da situação que as meninas são forçadas a viver, das dúvidas que uma adolescente tem. A frase que me chama muito a atenção e ocorre no início, é quando Cecília é indagada pelo médico sobre o porque da tentativa de suicídio e ela responde: "O senhor, obviamente, nunca foi uma garota de 13 anos". Acredito que tudo pode ser destrinchado a partir daí... A tentativa meio que forçada de inserir as meninas na sociedade através de uma festa com garotos da sua idade, mas logo depois da consolidação do suicídio de Cecília a repressão vem com mais força, a tal ponto de que, em determinado momento, as meninas são retiradas totalmente do convívio social e da escola onde estudam.

A fotografia, o jogo de câmeras e a trilha sonora são belíssimas, com uma atuação muito boa do elenco que conta com muitas pessoas já consagradas no cinema. Palmas especiais para Kirsten Dunst (Mary Jane de Homem Aranha), que interpreta a filha Lux.

Um enredo denso que ainda está me fazendo refletir sobre o filme e também sobre o universo feminino que é retratado. Mas me leva a ter a certeza que uma educação na qual a repressão, a proibição sem justificativa e o medo são colocados como parâmetros de convivência familiar afetam profundamente as pessoas envolvidas. Nada melhor do que uma boa conversa, o diálogo e a liberdade para se fazer as escolhas.

Com classe, eu indico!