terça-feira, 27 de setembro de 2011

Melancolia



Ano 2011 - Dinamarca, França, Alemanha, Itália e Suécia
Drama, Ficção científica - 131 min
Direção: Lars Von Trier 
Elenco: Kirsten Dunst (melhor atriz do festival de Cannes), Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt, Alexander Skarsgard, Udo Kier.


O planeta Melancolia está prestes a colidir com a Terra, podendo causar a destruição total,  nesse contexto começa a história das irmãs Justine (Kirten  Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg). 

Dividido em duas partes, a primeira parte do filme começa com o enfoque na irmã Justine e mostra a festa de casamento da mesma com Michael (Alexander Skarsgard) realizada na casa de campo do seu cunhado, John (Kiefer Sutherland). Uma reunião em família com tudo metodicamente organizado por Claire para que sua irmã seja feliz, mas a realidade dela é de angústia, depressão e insatisfação.

Na segunda parte, o enfoque muda e passa para Claire, demostrando toda a tensão da aproximação do Melancolia, que em poucos dias estará prestes a ficar muito próximo da órbita da Terra. Todos reunidos à espera desse momento que para John, um estudioso da astronomia, é apenas mais um fenômeno da natureza na qual terão o privilégio de presenciar. 

Do mesmo diretor de "Dançando no Escuro" (vi um dia desses e nem fiz uma resenha por aqui), "Dogville" e "Anticristo" (ainda não assisti). Quem já viu algum destes filmes mencionados já deve imaginar que neste não há alguma simplicidade.

Não sei se conseguirei colocar em palavras meu sentimento em relação ao filme, pois saí do cinema num estado de dormência metal bem estranho.  De início a fotografia junto a música de Richard Wagner (ópera Tristão e Isolda) chama muito atenção por se encaixarem perfeitamente bem e se estende por todo o tempo em sincronia. O choque entre os dois planetas me lembrou a fecundação do óvulo como um paradoxo da criação e da destruição. As cenas em stop motion, no prólogo, parecem pinturas e lembram o jeito de Kubrick no cinema.  Fiquei apaixonada pelos jogos de luzes e toda a fotografia, além  da parte gráfica em demonstrar o céu com todos os fenômenos, perfeita! O elenco não tenho nem o que comentar, arrasou na interpretação! 

Logo na primeira parte já aparece a gravação da câmera com a mão, sem um ponto fixo, rodando pela festa. Causou-me certa angústia, coloquei-me  no lugar de Justine e digo que minha vontade se equiparava a dela de sair correndo da festa e a minha era do cinema. (doía muito a minha vista naquele mexe mexe todo).  Na segunda parte, a angústia muda de posição e passa para Claire, e senti toda a tensão de me sentir na expectativa do final da humanidade e da iminência de um desastre. 

Já tinha um certa idéia do que poderia sentir ao assistir o filme, tanto que preferi ir ao cinema na leveza e na tranquilidade de um domingo. Mas foi além, pois é extremamente tenso e angustiante, saí do cinema sem voz e com o corpo todo dolorido, mesmo que no começo tenham momentos para boas risadas. Serve para algumas reflexões sobre o período que estamos vivendo, de insatisfação e angústia quase generalizada, mas com uma visão bem pessimista do diretor em relação ao fim da humanidade. Duas frases da personagem Justine me marcaram muito. A primeira quando ela diz que tem que ser feliz (como se fosse uma obrigação) em uma conversa com seu cunhado, e a segunda quando ela fala para irmã que a Terra é muito má e por isso é melhor ser destruída.

Com classe, eu indico! (só para aqueles que gostam de experimentar sensações diferentes no cinema) 
*A última exibição será nesta quinta dia 29/09 às 17h, no cinema da Fundaj.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Com a chegada da primavera...


Com a chegada da primavera
Quero a alegria de sentir
Uma gargalhada sincera
Sem hora marcada de partir

Com a chegada da primavera
Visualizo flores ao meu redor
E não apenas uma quimera
Com todo o seu esplendor

Espero um sorriso no rosto
Um abraço bem apertado
Carinho e amizade com gosto

Nesse momento tão esperado 
Onde o belo está exposto
Em todos que ficam lado a lado

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Silêncio do momento


Uma sensação de liberdade aprisionada
Alívio e tranquilidade no vazio da mente
Conturbado por algo que não me pertence
Minha vontade era escrever várias respostas
Protestar, reclamar e indagar sobre minhas dúvidas
Pedir explicações e entender tal situação
Palavras soltas sem propósito algum
Frases que não fazem mais sentido
Penso, e só me resta o silêncio do momento

domingo, 18 de setembro de 2011

Felicidade de um final de semana...

Como me deixa feliz conhecer pessoas novas, descobrir algo novo e divertido de um amigo ou de uma amiga, outra realidade, conversas sem hora para acabar, vestir-se de mim mesma e de um alguém que não fui há alguns anos. Meu final de semana foi recheado com esses presentes que a vida surpreendentemente nos dá sem nenhuma expectativa! 

E para fechar com chave de ouro, coloco para vocês um pouco da música que fez parte desses dias encantadores. 


Música de Ruiz tocou no Festival de Inverno de Garanhuns, mas infelizmente só vi parte do show e tive a oportunidade de rever no Espaço MUDA e amei! Estrela Leminski, Téo Ruiz, Du Gomide, Denis Mariano, Érico Viensci passam uma tranquilidade na música que tenho buscado nesse momento na minha vida. Pessoas lindas! Esperando mais um show em Recife ou vou ter que dar um pulinho em Curitiba para poder assistir mais, né?!

Com classe, eu indico!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

29

Aos 29 anos realizados exatamente no dia 10 de setembro me sinto mais leve e um pouco reflexiva. Ainda não consegui concretizar a maioria dos meus sonhos e objetivos de vida, mas estou feliz pelo que tenho aprendido e percebido ao meu redor.

Amo fazer aniversário, a presença e as lembranças das pessoas queridas não tem preço! Conversas, escuta paciente, cumplicidade, confiança, carinho, abraços, simplesmente, agradeço por ter amizades tão especiais!

Ah, e não há nada melhor do que reencontrar um amigo da época de estágio e ouvir, bem no dia do meu níver, que estou mais nova do que há uns sete anos atrás! Não cheguei aos 30 ainda, mas me senti como nessa tirinha! =)

Fonte: Mulher de 30

Essa música grudou na minha cabeça e tem um certo propósito! Legião Urbana é tão nostálgico...


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Trabalhando o pensamento...

Uma situação complicada que infelizmente tive que passar quase agora, me fez refletir e compreender mais sobre o momento de transformação pelo qual estou passando. Percebi o quanto ainda estou frágil e energeticamente vulnerável. O acesso para me desarmonizar está aberto e que apenas um olhar indireto me atingiu sem eu perceber. "Nunca deseje a ninguém o que você não quer pra si". 

Todo dia coloco em meu ser sentimentos positivos e procuro deixar meus pensamentos livres de qualquer energia negativa que leva à angústia e à tristeza. Venho aprendendo que não há nada mais verdadeiro do que o ensinamento do Mestre Jesus de sempre estar em alerta: "Orai e vigiai". Consigo compreender na maioria das vezes o que vem de mim e separar o que vem do outro e afirmo, insistentemente, que determinadas sensações perturbadoras não me pertencem e não permito essa invasão ao meu eu, o que nem sempre é eficaz exatamente no momento do ocorrido.

Nunca esquecer de vigiar o pensamento e retirar toda raiva e mágoa que possam estar impregnadas em relação a mim mesma, como também a outras pessoas. Trabalhar com a modificação desses padrões encontrados na mente. Relembrando que nos planos energéticos essas vibrações chegam de forma vertiginosa e sutil atingindo o corpo material e emocional mesmo que inconscientemente. Prestar atenção no olhar e direcionar sentimentos ligados ao amor.

Aprendendo a perdoar certas atitudes e principalmente o auto perdão, que é a forma mais difícil de se elaborar os conflitos internos. Percebo a necessidade de se passar por relacionamentos e situações para fortalecer minha consciência e crescer espiritualmente. Mentalizar sempre energias positivas transmutando qualquer vibração contrária e emanando luz para as pessoas queridas e para toda a humanidade.

Paz e harmonia!