sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Uma dor...

Falar - escrever- sobre dor não é nada agradável, mas quem não sente algo que aperta o peito? O estranho disso tudo, é que de uma hora para outra, ela aparece como um estalo. De repente, plim, bem ali, localizada no peito e trazendo tantas outras dores que nem imaginava existir dentro de mim. Porque, por detrás dos sorrisos, há sempre uma dor escondida e tão guardada que não dá para perceber sua presença.

Tantos traumas submersos no inconsciente, que muitas vezes só identifico a existência deles, quando surge uma pequena dor no dia-a-dia, ou mesmo quando somatiza em meu corpo através de uma doença. Aí, forçadamente, paro pra pensar no que sou e no meu propósito de vida. Processos muitas vezes lentos e sofridos de desapego de certos padrões e sentimentos.

Procuro aprender com essa dor, mas no momento do sentir é quase impossível fazer essa reflexão. Busco ser cada vez mais fluída e tenho aprendido muito com esses ciclos internos. Porque o autoconhecimento ninguém pode tirar de mim e é para sempre. Tudo flui na vida, mas quando a consciência se expande, não tem como voltar ao estado anterior.

E nesse despertar interno veio essa música linda de Paulo Leminski e Itamar Assumpção em minha mente. Com classe eu indico...

"Um homem com uma dor
É muito mais elegante"

Nenhum comentário:

Postar um comentário