sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Meu peito...

O meu peito aperta profunda e silenciosamente
Lágrimas em meus olhos escorrem sem medidas
Na quebra de mim mesma por acreditar na ilusão
Fantasias de um amor niilista e passageiro
Embasado por forças ocultas através do coração
Olhares, declarações, promessas, expectativas
Palavras, provocaram confiança no desconhecido
Atitudes, acolheram meu eu completo e distante
Minha solidão foi tomada por encantamento
E meu sentir vagarosamente se ampliou na plenitude
Aventuras, novidades, companheirismo, cuidado
Certezas assustadoras sem o tempo necessário
Na entrega pessoal ao novo, de um agora feliz
Um despertar dos sentimentos mais secretos
Padrões aparentemente rompidos e transformados
Um amor inventado cheio de intensidades estranhas
Na tranquilidade do meu eu aberto para possibilidades
Tudo criado pelo desejo do outro ser o que não é
Manipulação de qualidades num rompimento sem razão
Do afeto exacerbado a negação chegou rapidamente
Rejeição dos cuidados ofertados sem explicação
"Nãos" recebidos pelo melhor de mim trouxeram as sombras
Toda leveza tornou-se peso em instantes 
Um mero romance descartável e doloroso
E meu coração magoado não consegue se despedir 
Um vazio chega sem pedir licença e invade minh'alma
Mas uma certeza me conforta em meio a tanta dor
Sou grata por me permitir amar novamente
Com a leveza de ser eu mesma: uma pessoa cada dia melhor.

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