segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Doces ou travessuras?

Procurando me afastar do amargo da vida em busca da sensibilidade, do amor, da alegria, da tranquilidade e da paz interior. Nesse momento quero o doce das coisas e das pessoas. Travessuras? Algumas são necessárias, mas sempre com a presença da doçura.

Em homenagem a todas as bruxinhas! =)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Afastar e mudar!

Tem vezes que a gente precisa se afastar
Deslocar o eixo de visualização para o externo
Afastar-se de alguns lugares e de certas pessoas
Afastar-se das divergências e das fofocas
Afastar os pensamentos e deixar a mente livre
Afastar-se daquilo que sufoca e que atrapalha 
Afastar até mesmo os móveis do lugar de sempre
Para perceber determinada situação por outro angulo
Então, analisar o que verdadeiramente faz bem para alma
E começar a mudar os hábitos e as atitudes
Mudar a percepção em relação a si mesma e aos outros
Mudar o foco da conversa, além de aperfeiçoar a escuta
Mudar os caminhos e as ruas que costuma seguir
Mudar a qualidade dos pensamentos e a forma de sentir
Simplesmente, mudar o direcionamento da vida
Valorizar os pequenos gestos e cultivar o afeto
Selecionar o que faz bem e assimilar as escolhas
Agradecer os ensinamentos que a dor nos mostrou
Contemplar o novo e transmutar qualquer maldade
Voltar-se para introspecção e começar a ser.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"Você não me pega, você nem chega a me ver"

Mais um pouquinho de Maria Bethânia por aqui! Linda demais! As letras das duas músicas falam por mim! =)


RESPOSTA
"Ninguém pode calar dentro em mim
Essa chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar
Eu não posso explicar como foi
E como ela veio
E só digo o que penso
Só faço o que gosto
E aquilo que creio
Se alguém não quiser entender
E falar, pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe
E se alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do que quem já falou ou vai falar de mim"

sábado, 8 de outubro de 2011

Smack!


A semana acabou... Ainda bem que no final tudo sempre dá certo! Frase altamente clichê, né?! Até parece que sou extremamente otimista em relação a vida! Confesso que sou um pouquinho! Assim, tenho procurado depois de tanta coisa que passei, das minhas leituras e experiência com mediação de conflitos (Nunca falei por aqui, mas trabalho com isso!) a ver os acontecimentos pelo lado bom, inclusive a dor e o conflito. Junto de toda adversidade vem a aprendizagem e o autoconhecimento. E tenho uma certeza, com afetividade as coisas andam bem melhor... Uma boa conversa até altas horas, uma ligação inesperada, um abraço amigo e um beijinho no rosto me fazem muito bem! 

"Estou me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém." Caio Fernando Abreu

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Em busca da plenitude...

Não se perde as coisas, nem as pessoas
Nada é na verdade de ninguém
Apenas são como são na individualidade 
Existem por si num contexto maior
Construímos sentimentos e afetos 
Que nos agregam uma certa felicidade
Unidos pelo apego de se sentir bem
Numa ilusão do externo como sendo o interior
Valores alheios a realidade existente
Uma busca pelo caminho inverso
Que leva a inúmeras frustrações e tristezas
Uma dor sempre vem junto da aprendizagem
Que nos desloca para dentro de si
Com a percepção da universalidade 
A reflexão de que tudo apenas colabora
Para transcender e sentir a plenitude

sábado, 1 de outubro de 2011

Tristão e Isolda

Este quadro de Salvador Dalí (1944) é perfeito! Sem palavras, tá?!
Ah, o amor romântico... Porque faz parecer uma realidade algo que foi construído socialmente e é apenas uma ilusão momentânea!

E escutem o prelúdio da ópera de Richard Wagner que fez parte da trilha do filme Melancolia. 

Com classe eu indico!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Melancolia



Ano 2011 - Dinamarca, França, Alemanha, Itália e Suécia
Drama, Ficção científica - 131 min
Direção: Lars Von Trier 
Elenco: Kirsten Dunst (melhor atriz do festival de Cannes), Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt, Alexander Skarsgard, Udo Kier.


O planeta Melancolia está prestes a colidir com a Terra, podendo causar a destruição total,  nesse contexto começa a história das irmãs Justine (Kirten  Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg). 

Dividido em duas partes, a primeira parte do filme começa com o enfoque na irmã Justine e mostra a festa de casamento da mesma com Michael (Alexander Skarsgard) realizada na casa de campo do seu cunhado, John (Kiefer Sutherland). Uma reunião em família com tudo metodicamente organizado por Claire para que sua irmã seja feliz, mas a realidade dela é de angústia, depressão e insatisfação.

Na segunda parte, o enfoque muda e passa para Claire, demostrando toda a tensão da aproximação do Melancolia, que em poucos dias estará prestes a ficar muito próximo da órbita da Terra. Todos reunidos à espera desse momento que para John, um estudioso da astronomia, é apenas mais um fenômeno da natureza na qual terão o privilégio de presenciar. 

Do mesmo diretor de "Dançando no Escuro" (vi um dia desses e nem fiz uma resenha por aqui), "Dogville" e "Anticristo" (ainda não assisti). Quem já viu algum destes filmes mencionados já deve imaginar que neste não há alguma simplicidade.

Não sei se conseguirei colocar em palavras meu sentimento em relação ao filme, pois saí do cinema num estado de dormência metal bem estranho.  De início a fotografia junto a música de Richard Wagner (ópera Tristão e Isolda) chama muito atenção por se encaixarem perfeitamente bem e se estende por todo o tempo em sincronia. O choque entre os dois planetas me lembrou a fecundação do óvulo como um paradoxo da criação e da destruição. As cenas em stop motion, no prólogo, parecem pinturas e lembram o jeito de Kubrick no cinema.  Fiquei apaixonada pelos jogos de luzes e toda a fotografia, além  da parte gráfica em demonstrar o céu com todos os fenômenos, perfeita! O elenco não tenho nem o que comentar, arrasou na interpretação! 

Logo na primeira parte já aparece a gravação da câmera com a mão, sem um ponto fixo, rodando pela festa. Causou-me certa angústia, coloquei-me  no lugar de Justine e digo que minha vontade se equiparava a dela de sair correndo da festa e a minha era do cinema. (doía muito a minha vista naquele mexe mexe todo).  Na segunda parte, a angústia muda de posição e passa para Claire, e senti toda a tensão de me sentir na expectativa do final da humanidade e da iminência de um desastre. 

Já tinha um certa idéia do que poderia sentir ao assistir o filme, tanto que preferi ir ao cinema na leveza e na tranquilidade de um domingo. Mas foi além, pois é extremamente tenso e angustiante, saí do cinema sem voz e com o corpo todo dolorido, mesmo que no começo tenham momentos para boas risadas. Serve para algumas reflexões sobre o período que estamos vivendo, de insatisfação e angústia quase generalizada, mas com uma visão bem pessimista do diretor em relação ao fim da humanidade. Duas frases da personagem Justine me marcaram muito. A primeira quando ela diz que tem que ser feliz (como se fosse uma obrigação) em uma conversa com seu cunhado, e a segunda quando ela fala para irmã que a Terra é muito má e por isso é melhor ser destruída.

Com classe, eu indico! (só para aqueles que gostam de experimentar sensações diferentes no cinema) 
*A última exibição será nesta quinta dia 29/09 às 17h, no cinema da Fundaj.