"Há sempre algo de ausente que me atormenta."
"Tatear as formas, conceber amor com doçura e só encontrar espinhos, rosa murcha, e desejo pálido. Tatear o barro, o mármore do mundo e abraçar vazio o oco do destino, aflição, vapor. Ir à foz com sede e deparar com a lama revolvendo úmida a fonte, a água clara, sujando a jóia rara".
*Conheci Camille Claudel há alguns anos ao assistir o dvd de Chico Buarque " À Flor da Pele", que trata da temática feminina na sua obra. Chico está andando em Paris , para na frente da casa de Camille e fica pensativo ao ler a placa que se encontra acostada no muro. Fiquei curiosa e assisti o filme que tinha aqui em casa e me apaixonei pela vida e obra dessa escultora maravilhosa. Além de me identificar muito com essa frase linda que coloquei logo abaixo da foto.
"Uma mulher decide quebrar os laços com sua classe social, com a moral vigente e com as normas de conduta bem aceitas em sua época. Foi considerada louca, internada por 30 anos num hospital psiquiátrico – até sua morte – depois de entregar-se furiosamente a sua arte e a um mau amante, escultor abastado e famoso. Ele, o imperecível Auguste Rodin. Ela, a intuitiva e talentosa escultora Camille Claudel, personagem de filmes, razão de poemas, mulher arrasada, infeliz e mal compreendida. Ingredientes que tornam a sua biografia fascinante aos olhares curiosos. Tudo o que se acrescente como condimento de frescas novidades sobre esta escultora – vitimada mais pela sociedade que pela loucura – exerce, talvez por isso, um encanto hipnótico e avassalador." [fonte: comunidade do orkut de Camille Claudel]

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